Sucessões

Planejamento sucessório: proteger o patrimônio da família começa antes do inventário

Por Dr. Luiz Eduardo Martins · 1 set 2026 · 2 min de leitura

Falar sobre herança ainda é um tabu em muitas famílias. Mas é justamente a falta dessa conversa que transforma o luto em anos de inventário, custos elevados e, não raro, conflitos entre parentes.

Quanto custa não planejar

No inventário incidem o ITCMD (imposto estadual sobre heranças e doações), custas, emolumentos e honorários. Com a Reforma Tributária (EC 132/2023), o ITCMD passou a ter alíquotas obrigatoriamente progressivas — ou seja, a tendência é que patrimônios maiores paguem mais.

Ferramentas de planejamento

  • Testamento: define o destino da parte disponível do patrimônio — até 50%, respeitada a parte dos herdeiros necessários.
  • Doação com reserva de usufruto: os bens são transferidos ainda em vida, mas quem doa continua usufruindo deles.
  • Holding familiar: os bens passam a integrar uma empresa, e a sucessão acontece pela transferência de quotas, com regras de gestão definidas em contrato.
  • Previdência privada e seguro de vida: valores que, em regra, são pagos diretamente aos beneficiários indicados.

Inventário em cartório

Quando há consenso entre os herdeiros, o inventário pode ser feito em cartório, de forma muito mais rápida do que na via judicial — sempre com a assistência de um advogado.

Não existe modelo único: cada família tem patrimônio, relações e objetivos diferentes. O planejamento certo começa com uma análise individual.

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Conteúdo informativo. Cada caso tem particularidades e deve ser analisado individualmente por um advogado.